Ao contrário do que foi ensinado durante os últimos 100 anos, os neurônios (células nervosas do cérebro) não se perdem irremediavelmente com a passagem do tempo, impondo falhas à memória e dificuldades no aprendizado. Os especialistas hoje provam que o cérebro de uma pessoa adulta fabrica novas células para repor peças desgastadas e pode se manter jovem, melhorando a capacidade de resolver problemas - ou seja, aprimorando a inteligência. E o gatilho para essas mudanças, segundo os mais recentes estudos de neurologia, está em uma receita simples: a atividade física.
O pesquisador Charles Hillman, da Universidade de Illinois, avaliou o desempenho na escola e a performance física de 259 estudantes das primeiras séries, equivalentes ao nosso ensino fundamental. Eles foram submetidos ao mesmo protocolo de treinos físicos e a resposta do organismo à carga de atividades foi medida. Depois, as crianças passaram por uma bateria de provas, com direito a intervalos a cada 40 minutos. Os alunos que tiraram as melhores notas em matemática e leitura foram aqueles que se empenharam e se saíram bem nos exercícios
Há alguns anos os cientistas vêm apontando uma associação entre a malhação e a saúde do cérebro. Não se sabia, porém, quais mecanismos estavam envolvidos nessa relação. Um estudo de 1998 abriu novos campos para a neurociência, impulsionando mais pesquisas sobre o funcionamento cerebral. Naquele ano, comprovou-se a produção de neurônios no encéfalo de adultos. "Descobriu-se que eles surgem a partir de células-tronco armazenadas em regiões específicas. Essas estruturas se transformam em neurônios que regeneram o cérebro. Trata-se de um marco que permite uma nova visão do envelhecimento", diz o neurocientista Cícero Galli Coimbra, chefe do laboratório de Neuropatologia e Neuroproteção da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A atividade física promove uma espécie de chacoalhão que deixa o cérebro muito mais ativo. O uso de sofisticados exames de imagem revelou que, sob efeito da ginástica, há atividade mais intensa no hipocampo, região associada à memória e aprendizagem. Experimentos com ratos apontaram outras novidades: a prática regular de exercícios contribuía para a transformação em neurônios de células-tronco preservadas no ventrículo, uma das partes do hipocampo.
Outra questão é saber qual o melhor exercício para rejuvenescer o cérebro, aprimorar a memória e aumentar a nossa inteligência. Os cientistas não fecharam questão quanto a isso, mas os estudos indicam que os mais benéficos são aqueles que promovem condicionamento cardiovascular – os aeróbicos.
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